Pipocas?

Pipocas são exatamente o título do filminho abaixo: o tempo de um instante expandido. O "olhar" para a ação das crianças tem que ser rápido como o estouro da pipoca, pois é nesse instante que ela estoura e libera o óleo do seu estouro para o professor, só nos resta estar atento e 'guardar esse óleo" na latinha. É um estouro de alegria na sala de aula. Um olhar que em tudo enxerga possibilidades, vitórias, avanços dos seus grandes e pequenos e das suas grandes e pequenas. Um olhar que capta e registra o exato momento da fala, do gesto, da PRESENÇA da criança na sala, mostrando a professora que elas estão lá para compartilhar, ensinar, aprender e que juntos querem caminhar. Esse caminhar junto é uma pipoca!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aula de Português!



Antes de começar as aulas de Português para as crianças da Terra do Nunca, Sinhinho abriu o Mapa Mundi e mostrou: Itália, onde estamos vivendo hoje, o Brasil onde eu tento viver e Portugal. Em seguida perguntou:
          - Porque mostrei Portugal? – Marco, o maior dos moradores responde imediatamente:
          - Porque a Cris fala a língua deles! Entre a sabedoria e o espanto  pergunta em seguida:     
          - Cris porque você fala a língua de Portugal? – Nem pude responder e a Gatinha falou:
          - Nossa! Portugal é tão pequeno e o Brasile tão grande! Vocês não sabiam falar e vieram pegar a de Portugal? Eu acho lindo, vocês falam cantando.
          - Hummm, não sei por que será? Quem sabe? Perguntei para acompanhar a imaginação das crianças que é assombrosa.
          - Vocês escolheram essa língua porque é mais fácil! Thomas B.
          - Não tinha professor lá para ensinar vocês a falarem e alguém mandou um de Portugal? Andrea.
          - Alguém quem?
          Ficou vermelho e simplesmente riu balançando negativamente a cabeça. Resolvi responder:
          - Não, a gente tinha uma língua já, todos os países tem uma língua própria, a nossa era o Tupi-guarani, quer dizer uma delas, tinha muitas línguas no Brasil.
          - Fala um pouco para a gente ouvir então. Mattia.
          - Não, eu não sei falar, quem falava eram os índios e...
          - Ahhh, igual ao Norin Read? Pergunta Feder todo empolgado.
          - Quem é Norin Read? Pergunto eu toda perdida.
          - Aquele menino do 4º ano, ele também é índio, ele nasceu na Índia!
      - Não na realidade.... Mudei de ideia e falei: - gente vamos começar a estudar o português, no próximo semestre eu explico para vocês a história da língua do Brasil.
         
         
           

Um comentário:

  1. Cris! Que delícia encontrá-la em outro canto deste território das publicações imediatas.
    Bem-vinda!
    E este vídeo é o maior luxo! Fiquei emocionada, sabia?
    Parabéns.
    beijos

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